quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Racismo na França e no mundo...

Sociedade francesa está à deriva", diz ministra vítima de racismo. Christiane Taubira foi chamada de 'macaca' por grupo de jovens contrários ao casamento gay


A ministra da Justiça francesa, Christiane Taubira, fez duras críticas à sociedade de seu país em uma entrevista publicada nesta quarta-feira (06/11) no jornal Libération, na qual adverte que os recentes ataques racistas de que foi vítima são um risco à coesão social e que o repúdio em torno desse episódio foi demasiadamente brando.

Christiane Taubira ministra negra“O que mais me assusta é que não houve uma voz que se levantasse de forma alta e forte para alertar sobre o estado de deriva que se encontra atualmente a sociedade francesa”, afirmou. “Esses ataques racistas são na verdade direcionados ao coração da República”.
Nascida em Caiena, na Guiana Francesa, ela também foi uma das responsáveis pela lei que leva seu nome, promulgada em 2001, que reconhece a escravidão e o tráfico de negros como crime contra a humanidade. “As vozes da consciência da sociedade francesa poderiam ter dito: cuidado, isto não é um episódio superficial, é um alerta. É a coesão social que está em jogo, a história de um país que está em causa”, disse.

Taubira ganhou destaque internacional por ter comandado o projeto de lei que autorizou o casamento entre pessoas do mesmo sexo na França que, embora tivesse obtido apoio popular, também provocou forte oposição de setores conservadores.
A ministra afirma que casos semelhantes aos quais foi vítima precisam ser levados à Justiça. “O racismo não é uma opinião, é um crime (…) Mas a justiça não será suficiente para reparar as doenças profundas que estão minando nossa democracia. Milhões de pessoas são desafiadas quando eu sou chamada de ‘macaca’. Milhões de meninas sabem que poderão ser tratadas da mesma forma nos pátios das escolas durante os intervalos”. Para a ministra, a situação chegou ao ponto atual por culpa do principal partido de extrema direita do país, a Frente Nacional.

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Garotas de programa de Minas serão as primeiras no país a aceitar cartões de crédito

560026_754367634579123_1032342833_nA Associação de Prostitutas de Minas Gerais (Aspromig) fechou uma parceria inédita no Brasil que promete melhorar a vida das duas mil filiadas da entidade no estado. Após meses de reuniões com representantes da Caixa Econômica Federal, a presidente do grupo, Cida Vieira, conseguiu que a instituição financeira reconhecesse as garotas de programa como profissionais do mercado informal. Com isso, elas poderão abrir contas no banco tendo acesso a diversos benefícios.
A novidade possibilita que as profissionais do sexo tenham direito a cobertura de previdência social, aposentadoria por idade, auxílio doença, cheque especial, entre outros produtos e serviços oferecidos pela linha de crédito voltada ao Microempreendedor Individual (MEI). As prostitutas também poderão solicitar máquinas de cartões de crédito e débito, ampliando as formas de pagamento oferecidas aos clientes.

“Nós já estávamos tentando isso há um tempo com outras instituições tendo como base a Classificação Brasileira de Ocupações (CBO). A lei reconhece as profissionais do sexo, existe essa designação, então elas devem ter acesso aos direitos garantidos pela norma. A Caixa foi a primeira a adotar isso sem preconceito”, explica Cida.
Cerca de 20 garotas já abriram contas no banco por meio da parceria e receberam as máquinas de cartões. “É só procurar a associação que estamos fazendo os cadastros. Depois é só ir até uma agência e registrar a senha. A parceria oferece os serviços para garotas de programa, travestis e transexuais que são filiadas à Aspromig. É um avanço considerável, a primeira conquista do tipo no Brasil”, conclui a presidente da entidade.