quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Com Glória Pires, Flores Raras pode enfrentar preconceito inédito nos cinemas do país

Filme abriu o Festival de Gramado e chega às salas do país nesta sexta-feira (16)
Filme abriu o Festival de Gramado e chega às salas do país nesta sexta-feira (16)

Por Julio Cavani, do Diario de Pernambuco
Flores raras, exibido na abertura do Festival de Cinema de Gramado, tem uma importante contribuição a oferecer para a questão do respeito à diversidade sexual no Brasil. Protagonizado por Glória Pires e Miranda Otto (O senhor dos anéis), sob direção de Bruno Barreto, o filme retrata a relação de amor entre a arquiteta brasileira Lota de Macedo e a escritora norte-americana Elizabeth Bishop. O filme estreia por aqui na próxima sexta-feira (16).
O longa, que já passou pelos festivais de Berlim e Toronto, será lançado no circuito nacional de cinema comercial e, com ajuda da fama e do sucesso de Glória Pires, deve enfrentar preconceitos de forma inédita no mercado cinematográfico. Antes da projeção, Glória Pires recebeu o Troféu Oscarito pelo conjunto de sua obra. Ela dedicou o prêmio aos produtores Lucy e Luiz Carlos Barreto e todos os cineastas que a dirigiram.

Conservador
 
“O Brasil ainda é um país extremamente conservador”, criticou o cineasta Bruno Barreto na entrevista coletiva do filme Flores raras, sábado pela manhã. Em seus depoimentos para a imprensa, tanto ele quanto as produtoras do filme Lucy Barreto e Paula Barreto (sua mãe e sua irmã), revelaram as dificuldades enfrentadas para se conseguir financiar o longa-metragem, que retrata o amor entre duas mulheres. “A homossexualidade é um tema importante na história. Tive que pedir empréstimo ao banco pessoalmente para conseguir terminar o filme”, revelou o diretor.
No começo da entrevista, Bruno Barreto agradeceu e parabenizou o banco Itaú e a Globo Filmes por aceitarem associar suas marcas à temática homossexual: “Foi difícil levantar recursos. Se não fosse a coragem deles, nós não estaríamos aqui.” Flores raras será lançado no Brasil em 150 cinemas simultaneamente. “Representantes de muitas empresas gostaram do projeto, mas confessaram que não queriam associar suas marcas a um filme sobre o amor entre duas mulheres”, denunciou Paula Barreto.
“Esse filme chega em um momento em que esse assunto está em alta no mundo todo”, complementou Glória Pires, que interpreta a arquiteta Lota de Macedo Soares: “Espero que o filme possa ajudar as pessoas a encararem essa situação de forma mais normal, que coloque os seres humanos com os mesmos direitos.”

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Em busca do corpo perfeito...

"Como ter um corpo de praia"
"1. Tenha um corpo"
"2. Vá a praia"

O manifesto das coroas poderosas

Mulheres que não têm medo de esconder a idade. Facebook, tatuagens fazem parte da rotina delas, o botox jamais

POR MIRIAN GOLDENBERG*
 
Tenho percebido um público novo, diferente, alegre, nas minhas palestras mais recentes. É um grupo muito interessante e interessado, que tem estado cada vez mais presente em debates sobre gênero, casamento, corpo, envelhecimento e felicidade. É um grupo animado, atento, curioso. Também é muito colorido, elegante, questionador. Afinal, que grupo é esse que tem chamado a minha atenção e que parece crescer muito rapidamente? A grande maioria é de mulheres.
 
    
"A coroa poderosa não se preocupa com rugas (...)"- Início do Manifesto das Coroas Poderosas  (Foto: Pedro Farina) Elas são muito singulares e diferentes umas das outras. Os cabelos são brancos ou loiros, as unhas pintadas, algumas capricham na maquiagem. Elas chegam cedo, sozinhas ou com amigas, sentam nas primeiras filas, ficam até o final, fazem perguntas e ainda me abordam para elogiar a palestra e contar as suas vidas. A maioria mora sozinha. Muitas não têm empregadas ou cuidadoras. Elas desejam  usufruir plenamente a liberdade de fazer o que querem, na hora que querem, sem prestar contas a ninguém. Elas saem e viajam muito, sozinhas ou com amigas. Adoram atividades culturais, são super bem informadas, muitas estão no Facebook. Dizem que nunca fizeram cirurgia plástica ou botox.
     Todas fazem exercícios (na praia, em praças ou academias). Muitas dirigem seus carros. Algumas me mostram as tatuagens que fizeram recentemente e contam que vão à praia de biquíni. Elas não escondem ou mentem a própria idade. Muito pelo contrário. Afirmam orgulhosamente que já passaram dos 80 anos. Algumas têm (inacreditáveis) 92 anos. Essas belas mulheres me ensinaram a enxergar o meu próprio envelhecimento com mais carinho e alegria. Em homenagem a elas, costumo terminar as palestras com o meu “Manifesto das Coroas Poderosas”.
     Todos nós somos ou seremos velhos, hoje ou amanhã. Velho não é o outro; velho sou eu. Não existe outra categoria social que atinge tão ampla e democraticamente todos os indivíduos do planeta. O Manifesto é dedicado a todas as mulheres - e também aos homens - que querem ter o direito de envelhecer com dignidade, liberdade e felicidade.
E com muito bom humor.


Manifesto das Coroas Poderosas:
   

"A Coroa Poderosa não se preocupa com rugas, celulites, quilos a mais. Ela está se divertindo com tudo o que conquistou com a maturidade: liberdade, segurança, charme, sucesso, reconhecimento, respeito, independência e muito mais. Ela quer rir, conversar, sair, passear, dançar, viajar, estudar, cuidar da saúde, ter bem-estar e qualidade de vida, enfim, 'ser ela mesma' e não responder, desesperadamente, às expectativas dos outros. Quer exibir o corpo sem medo do olhar dos homens e das mulheres, sem vergonha das imperfeições e sem procurar a aprovação dos outros.
     A Coroa Poderosa descobriu que a felicidade não está no corpo perfeito, na família perfeita, no trabalho perfeito, na vida perfeita, mas na possibilidade de 'ser ela mesma', exercendo seus desejos, explorando caminhos individuais e tendo a coragem de ser diferente. Ela sabe que não deve jamais se comparar a outras mulheres, porque cada uma é única e especial. Portanto, como presidente, secretária, tesoureira e única militante do Movimento das Coroas Poderosas (já que todas as amigas da minha idade que chamei para participar do movimento se sentiram ofendidas), convoco todas as mulheres, de qualquer idade, que estão cansadas de sofrer com as pressões sociais, com a decadência do corpo e com a falta de homem a se unirem ao nosso grito de guerra:
'Coroas Poderosas unidas jamais serão vencidas!'
'Fodam-se as rugas, as celulites e os quilos a mais!'"


Disponível em: http://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/ruth-de-aquino/noticia/2013/08/o-manifesto-das-coroas-poderosas.html
 

Menina que se veste como menino bomba nas redes sociais

Tereza Brant (Foto: ÉPOCA)
Como um Sansão às avessas, Tereza Brant, uma menina de classe média (ex-alta) de Belo Horizonte só conseguiu encontrar a 'força' depois de cortar o cabelo. Então virou... Tereza Brant, uma menina com voz, corpo e rosto de menino que adora ser Tereza. O menino encantador, sexy e de sorriso solto é o novo sucesso entre adolescentes nas redes sociais. Cada foto publicada no Instagram gera mais de mil curtidas, muitos compartilhamentos e comentários de todos os tipos, como "Mesmo sendo uma mulher heterossexual, você é o macho que eu quero", "Por você eu viraria lésbica", "Nossa, você é lindo" -, e, no Facebook acumula mais de 30 mil seguidores. Está confuso (a)? “Não vim ao mundo para explicar, mas para confundir. Não gosto de nada fácil”, afirma a moça, discorrendo com tremenda tranquilidade sobre suas escolhas. Mas a maioria das pessoas passa horas discutindo sobre o assunto quando se depara com uma foto de Tereza, no RG Tereza Christina Silva Borges, tentando encontrar uma explicação, que para ela não existe. “Sinto-me bem assim e não vou deixar de ser eu mesma”. O fascínio e a curiosidade das pessoas só fazem crescer e, com isso, sua popularidade. "É uma loucura, estou sem saber o que fazer com isso tudo. As pessoas me param nas ruas", diz Tereza. Ela começou a fazer tratamento com hormônios masculinos para dar uma ‘bombada’ há nove meses, quando viu que os amigos cresciam e ela continuava franzina. Tereza não quer mudar de nome nem se tornar homem, só na imagem, cujo único critério para a transformação foi o espelho. "Costumava namorar meninos, mas faltava alguma coisa. Quando cortei o cabelo e meu vi no espelho, adorei, mas parecia que tinha parado no tempo e queria também ver mudanças, externar o que eu sentia de dentro para fora. Foi aí que comecei o tratamento. Me dou muito bem sendo menino e expondo isso. Já mudei bastante, os músculos cresceram, a voz engrossou, só estou odiando os pelos crescendo por toda a parte. É uma coisa horrorosa”, diz ela. Pretende fazer alguma cirurgia? “Só nos seios, que depois que comecei o tratamento viraram uma muxiba da vovó, mas ainda não sei quando. Quando a pessoa me vê sem camisa, ela fica literalmente confusa e quando descobre que sou mulher, só piora”, afirma.

E seus pais? "Sou filha única e minha mãe sempre teve um relacionamento aberto comigo. Sempre disse: 'te amo do jeito que você é'. Meu pai sempre me deu todo respaldo possível. Tudo é mais simples do que parece", diz ela, que não foge de nenhuma pergunta, como por exemplo, se prefere meninos ou meninas. "Até os 16 ficava com meninos, mas depois que cortei o cabelo passei a ficar com meninas. O que importa é o ser humano. Se dá para aprender com os dois, porque escolher um só?", diz ela, que recebe cantada de todos os lados, gays, héteros, bissexuais e principalmente meninas muuuuito novas, de 13 a 17 anos.
 
Tereza Brant (Foto: ÉPOCA)
 
Tereza não consegue listar um único inconveniente em seu cotidiano – atualmente ela divulga festas de música eletrônica (não gays) na capital mineira e teve que parar de estudar por problemas financeiros, mas pretende cursar faculdade de medicina -, e não tem um caso de rejeição para contar, nem quando as meninas – que ainda não a conhecem – acreditam que ela seja um gato na noitada. “Nunca passei por homem se não fosse por brincadeira. Quando me apresento falo meu nome normal, mas já aconteceu de eu brincar com a minha ‘dupla personalidade’ e a menina ficar bem chateada”, diz. “Nunca vou mudar e gostaria que as pessoas me entendessem e pensassem como eu. As pessoas precisam ter a mente mais aberta e precisamos de pessoas com ideias diferentes para fazer o mundo ficar melhor. Adoro ser um tapa na cara das pessoas”, diz Tereza, que não vê problema em fazer parte de uma ONG ou grupos trangêneros. “Apoiaria todas as causas, porque as pessoas querem ser tratadas com respeito independente da postura. A gente só quer ser levado a sério”, diz. Pretende ser mãe? “Me vejo como o melhor pai do mundo, mas nunca pensei em gerar filhos, vê-los saindo de mim. Mas quero casar e, quem sabe, adotar”. Alerta: mesmo com tanto assédio, Tereza está solteira e avisa: "Passei da fase de pegadora. Lógico que reparo em homens bonitos, mas com mulheres faço questão de dar minha opinião. Mulheres são bem mais sensuais". E, mesmo querendo estudar medicina, Tereza tem um sonho: "Adoro posar para fotos, atuar e cantar. Meu sonho é trabalhar na TV Globo".
 

Pedagogia do salto alto: Professora transexual defende sua dissertação de mestrado na UFRGS




marinaNo dia 23 de agosto, às 14h, na Sala 101 da Faculdade de Educação da UFRGS, acontece a Defesa de Dissertação de Mestrado da professora e ativista social Marina Reidel.
Em sua pesquisa, Marina problematiza as trajetórias de numerosas professoras transexuais, atuantes no ensino público no Brasil. Ao mesmo tempo em que traça estas histórias, a pesquisadora analisa os impactos educacionais da atuação destas professoras nas escolas, configurando aquilo que ela denomina de uma “pedagogia do salto alto”. Nesta modalidade pedagógica, elementos que dizem respeito ao corpo, ao gênero e à sexualidade da professora, tradicionalmente silenciados, trazem impactos no desempenho docente.
O projeto teve orientação do prof. Dr. Fernando Seffner e a banca examinadora conta como o Prof. Dr. Marcio Rodrigo Vale Caetano (FURG), Profª. Drª Rosimeri Aquino da Silva (UFRGS) e Profª. Drª Jane Felipe de Souza (UFRGS) e o projeto teve orientação do prof. Dr. Fernando Seffner.
Marina Riedel é professora de Educação Artística, atualmente trabalhando com temas de direitos humanos e diversidade sexual e gênero na Prefeitura Municipal de Canoas e em breve será a primeira transexual com título de Mestre no RS. 
A defesa é aberta ao público.

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Marca japonesa de lingerie ousa e coloca trans em seu mais novo comercial.



Moça surpreende no fim do comercial
Com a ideia de inovar os comerciais de televisão feitos para divulgar as lingeries femininas, uma fabricante japonesa decidiu apostar em uma surpresinha no final de sua mais recente peça publicitária. Uma oriental belíssima exibe toda sua sensualidade em frente à câmera e vai tirando sua roupa.

Ao som de “I Love You So”, de Country Cover, a japonesa vai tirando não só a roupa, mas também maquiagem, cílios postiços e muito mais coisas – chegando ao fim do comercial totalmente revelada. A surpresa fica por conta de que na verdade ela é ele, chutando de vez o preconceito contra pessoas trans.
 

Livro infantil



Agradecimento ao acadêmico Antoninho pelo envio do link!